segunda-feira, 21 de abril de 2008

O outro Tempo

Do mesmo atelier de design - Living World - onde descobri os LED's amigos do ambiente....

Numa aula de música, há muito tempo atrás, aprendi o que era a composição 4′33” do John Cage, acho que me tinha esquecido dela até tropeçar nestas ampulhetas mágicas... Para descobrir outros tempos carregar aqui.



“In this time” Living World sandglass series -
a series of sandglasses showing "other sorts of time"


In this time: 100kg of space dust falls to earth

Right at this very moment, dust falling from space is quietly accumulating on Earth. This sandglass represents the time taken for spacedust to fall and accumulate.



In this time: the silent musical work 4′33” was first performed


A sandglass of the composition 4′33” by John Cage

"On a day in 1952, Cage held a concert at Woodstock, at which he intended to unveil a new composition. The new work was to be performed by pianist David Tudor.

An enthusiastic audience filled the hall, eager to hear Cage’s latest composition. The lights dimmed, and the pianist appeared on stage.

Sitting down at the piano, he closed the lid (the lids on concert pianos are opened in readiness for the performance), then after four minutes and 33 seconds, returned the lid to its original position, and left the stage.
A silent composition, with no performance: this was Cage’s new work.

Cage’s Woodstock concert sent shockwaves through the musical world, and since then, 4′33” has been covered by many different artists.

So just what was so shocking about Cage’s composition, that reverberates even now?
Confronted with a pianist who simply sat there with the lid closed, the hearing of the people gathered in the concert hall that day must have immediately grown more acute.

The sound of someone coughing discreetly in the silent hall; the faint chirping of birds from outside; the sound of dishes being moved in the foyer; distant car horns, the buzz of bafflement that gradually grew inside the hall.
Cage did not create music, he created the experience of listening.He expanded sensory perception, without using drugs.

He succeeded in creating an open window on the world already here.
If music is the “enjoyment” of “sound”, then it must center on not just the side making the sound, but the side listening. In fact, really it is listening that is music.As we savor the sound of rain, music is being created within us.

4′33” demonstrated in the most extreme way the essence of the idea that music is all about listening, an idea that still has the power to shake musicians in the 21st century, and those of us who are not musicians."

3 comentários:

Tony disse...

Adriana:
Peço desculpa, mas a única novidade que a peça de John Cage trouxe, foi a forma inteligente como ele gozou com toda a assistência.
No mais, trata-se de "não música".
Um bom pintor não é aquele que pinta bem, mas aquele que consegue vender os seus quadros.
Cage fez mais ou menos o mesmo...

dri disse...

Acho a ideia destas ampulhetas fantástica... dar corpo ao tempo.
Quanto às que escolhi, sei que a que mede o tempo da composição do Cage exprime admiração por uma obra controversa.
Tenho de admitir que a mim só me fez pensar. Sim, é "não música", mas obriga à reflexão (acho eu)tanto sobre o que determina a qualidade das composições, bem como sobre aqueles que assistem. Nos concertos da Gulbenkian, por exemplo, existe um grupo (que até deve comprar bilhetes para toda a temporada) que logo após o início dos concertos adormece (e até ressona) e no entanto faz questão de estar presente.

Tony disse...

Em relação às ampulhetas, tem toda a razão. Aliás, deixe-me dizer-lhe que a frase "dar corpo ao tempo" é muito bem conseguida!
Cage faz pensar. Mas Beethoven, Bach, Mozart, Débussy também e de forma mais profunda.
Quanto aos frequentadores da Gulbenkian que ressonam... também vi disso no São Carlos, quando estive no CEJ. Noblesse oblige e a "sociedade" é feita destas demonstrações ocas...