quinta-feira, 21 de abril de 2011

cheguei




é até aqui que mais gosto de conduzir sozinha. hoje, depois do cheiro a terra molhada, o do forno a lenha, a ervas doces. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

leituras

In the days to come they would ride up through a country where the rocks would cook the flesh from your hand and where other than rock nothing was. They rode in a narrow enfilade along a trail strewn with the dry round turds of goats and they rode with their faces averted from the rock wall and the baken-oven air which it rebated, the slant black shapes of the mounted men stenciled across the stone with a definition austere and implacable like shapes capable of violating their covenant with the flesh that authored them and continuing autonomous across the naked rock without reference to sun or man or god.

Cormac McCarthy, Blood Meridian

guess where.


(sítio perfeito para a organização de planos disparatados. tenho saudades, muitas.)

a pensar no próximo passo

sexta-feira, 8 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

à procura


ainda não é isto.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

o tipo de fait divers que me encanta

"Vasily Kandinsky is one of the most important figures in the Modern movement in art, not merely because it was he who first arrived at the idea of total abstraction, but because he was at the centre of two major groups: der Blaue Reiter (the Blue Rider), and the artists who worked at the Bauhaus. Nevertheless, his personality remains mysterious: as he himself admitted, secretiveness was one of his outstanding characteristics.

[...]

In 1886 he went to Moskow University to study Economics and Law. His interests broadened to Anthropology, and in 1889 he published his first essay, on some pagan relics of the East Finnish tribe of the Syrjaenen which he studied during an expedition to the remote Vologoda region. He was later to say that his art had been influenced by the bright colours and patterns he observed in the peasant houses there. For the moment, however, he returned to law; he seemed set for an academic or bureaucratic career. In 1892 he married his cousin, Anja Chimiakin; in 1893 he became an attaché at the Faculty of Law, Moskow University, and published another legal dissertation; an in 1895 he became Artistic Director of a printing plant in Moscow. Behind the conventional façade, however, other ideas and feelings were at work."

Edward Lucie-Smith, Lives of the Great Modern Artists

p.s. Acho piada a como esta parte da sua vida é contada (parece que o senhor simplesmente andou a perder tempo), mas confesso, gostava de saber qual foi o tema da dissertação em direito.

domingo, 3 de abril de 2011

a rever

paris, texas 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

para o l. : boa viagem

Pensar que te vais amanhã embora deixa-me sem pé. Sei que vai correr tudo bem. Sei que a cidade não é perfeita, mas que tem tudo a ver contigo (connosco) e que isso muda tudo. Pensar estes últimos anos sem ti não é possível. Amparaste-me todas as quedas, percebeste o que mais ninguém percebeu, ficaste feliz com todas as minhas (pequenas) vitórias e sentaste-te comigo em silêncio quando não havia nada a dizer, ainda assim, digo poucas vezes que preciso de ti. 
Hoje (não sei se é do sol) estou optimista, havemos de ser outras coisas. Havemos de fazer mais e ser mais felizes. 

Meio sem querer, comecei o nosso não-projecto, será um dos primeiros e-mails que receberás em terras germânicas... a digitalização das melhores fotos, agora fica do teu lado pegar naquilo e avançar.

Segunda promessa, começarei a poupar dinheiro para uma viagem épica - penso muitas vezes naqueles dias em Barcelona - acho que nos falta isso... uma viagem épica.

Sei que hoje estou foleira, deu-me para aqui, mas precisava de te dizer que me vais fazer falta, muita.

segunda-feira, 28 de março de 2011

inspiração: Guy Batey





(um dia de férias gasto à espera do canalizador, em que se falta ao curso, e não se lê, e não se fotografa, e não se revela... )

terça-feira, 22 de março de 2011

paris também é isto II



paris também é isto


do que faço


Há em mim uma tentativa permanente para encontrar um padrão, uma lógica, que explique: "porquê estas e não outras?". Sem explicação, facilmente entro numa posição sem retorno. Sem explicação, não há lugar para a fotógrafa, apenas para a fotografia fortuita. 
Tentativa n.º 1: As fotografias que faço são silêncio. São o espaço que sobra entre as palavras. São as paragens obrigatórias que fazemos enquanto lemos um  texto. A realidade não é feita de uma única palavra contínua.

segunda-feira, 21 de março de 2011

paris é ♥



(mas é que é mesmo. fica, assim, explicado porque é que eu e esta cidade não nos damos.)

leituras (ou como ainda não me decidi quanto à virginia woolf)

"If I tell you, then we can talk; and when I'm jealous, I can tell you. And if I'm tempted to do something frightfully mean, I can tell you; you could make me tell you. I find talking so difficult; but loneliness frightens me. I should shut it up in my mind. Yes, that's what I'm afraid of. Going about with something in my mind all my life that never changes. I find it so difficult to change."

Virginia Woolf, Night and Day

domingo, 20 de março de 2011

vício


(ainda bem que o francês anda enferrujado)

paris



cheguei. e não me consigo deixar de sentir uma versão desta senhora.

segunda-feira, 14 de março de 2011

inspiração para novos projectos


a biannual publication of new photography and literature

sábado, 5 de março de 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

mensagem para berlim


gostava de andar por aí contigo, a tirar fotografias parvas. para a próxima levas-me :)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

inspiração: Tim Barber


chloe sevigny fotografada por tim barber

uma das preferidas de domingo


andei a tentar fotografar o mais lixado (e bonito) de todos os movimentos. obrigada ao joubert pela paciência e ao zé luís pela companhia. obrigada aos dois pelas conversas entre ensaios, onde comecei a perceber como tudo isto faz sentido.

a espera

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Arnulf Rainer


Arnulf Rainer, sem título, 1971

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

bonito




Traumgedanken por Maria Fischer

The book “Traumgedanken” (“Thoughts on dreams”) contains a collection of literary, philosophical, psychological and scientifical texts which provide an insight into different dream theories.
To ease the access to the elusive topic, the book is designed as a model of a dream about dreaming. Analogue to a dream, where pieces of reality are assembled to build a story, it brings different text excerpts together. They are connected by threads which tie in with certain key words. The threads visualise the confusion and fragileness of dreams.
On five pages there are illustrations made out of thread. Their shape and colour relies on the key words on the opposite page. This way an abstract image of the dream about dreaming is generated.
In addition there are five pages where a significant excerpt from a text of the opposite page is stitched into the paper. It is not legible because the type’s actual surface is inside the folded page. This expresses the mysteriousness of dreams and the aspect of dream interpretation.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

inspiração: Martin Roemers




Martin Roemers, 1.º prémio no World Press Photo (obrigada Hugo)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

coqueterie





p.s. Faço anos em Agosto.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

[no] work in progress


os exercícios teimam em sair tortos (sempre na última fotografia). a revelação torna-se cada vez mais lenta e penosa. a contagem decrescente cada vez mais apertada. gostava de falar do portefólio. das fotografias que escolhi para além das obrigatórias. mas ainda não é desta. 

domingo, 6 de fevereiro de 2011