sábado, 12 de fevereiro de 2011

inspiração: Martin Roemers




Martin Roemers, 1.º prémio no World Press Photo (obrigada Hugo)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

coqueterie





p.s. Faço anos em Agosto.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

[no] work in progress


os exercícios teimam em sair tortos (sempre na última fotografia). a revelação torna-se cada vez mais lenta e penosa. a contagem decrescente cada vez mais apertada. gostava de falar do portefólio. das fotografias que escolhi para além das obrigatórias. mas ainda não é desta. 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

maria schneider



Profissão: Repórter (1975) - último filme que vi com ela. na altura em que o nimas se dedicava às reposições.

na rua de cima

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

p.s.

perante a dificuldade de estar a par das exposições de fotografia que andam por aí, decidi adicionar uma nova página ao blog: Agenda.
os comentários e sugestões são bem-vindos.

entre o impressionante e o inacreditável


Stephen Mallon
(da série Next Stop Atlantic)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

fora de foco






obrigo-me a desfocar. a desajustar. a nitidez não é suficiente para a história de todos os dias.

sábado, 29 de janeiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

manias


oficinas :)

manias

roupa estendida :)

as preferidas de hoje



p.s. ainda falta a coragem para bater à porta. está quase.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

conversas


a magia dos dois nomes próprios não tem par.

Listas


gosto de listas inesperadas e gostei especialmente desta: dez filmes da última década que qualquer fotógrafo deve ver, elaborada pelo fotógrafo Henry Jacobson (vista no arte photographica)

p.s. a minha seria diferente, mas incluiria, sem dúvida A Single Man.

Estou além

domingo, 23 de janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

no meu caminho II



O caminho que faço para casa demora-se por duas ruas ingratas. São o espelho do abandono a que um certo centro da cidade foi votado. Fazem parte daquela zona da almirante reis que já não se recomenda, que não se desce, que se evita sem pudor. Gosto delas, não por uma qualquer decadência estética, mas pela sua resistência absolutamente inesperada. Pela loja de velharias onde comprei um catálogo de pintura russa por três euros. Pelo alfarrabista com promoções de clássicos. Pela loja de ferragens com vassouras penduradas no tecto. Pela padaria onde me ofereceram torta de laranja e onde compro o pão. Pela loja de roupa interior que adorava fotografar de uma ponta à outra.
Mas também pela resistência de determinadas pessoas, que se recusam a ser expulsas de uma zona como esta - ingrata e mal-amada.

no meu caminho

sábado, 8 de janeiro de 2011

leituras

Gauna assistia ao ensaio com os olhos fixos, boca entreaberta e sentimentos contraditórios. A desilusão do primeiro momento ainda ressoava nele, como um eco fraco e prolongado. Fora como uma humilhação perante si mesmo. «Como é que eu não desconfiei», pensou, «quando me disseram que o teatro ficava na Rua Freye?» Mas agora perplexo e orgulhoso, via a conhecida Clara transfigurar-se na desconhecida Élida. O seu abandono ao prazer - a uma espécie de prazer vaidoso e marital - teria sido completo se as caras masculinas, inexpressivas e atentas que assistiam ao espectáculo, não lhe tivessem sugerido a possibilidade de uma inevitável trama de circunstâncias que podiam roubar-lhe Clara ou deixar-lha aparentemente intacta, mas carregada de mentiras e traições.

[...]

- Nunca ninguém me falou assim - declarou a rapariga.
Diante dos seus olhos radiantes, pardos e puros, envergonhou-se, viu-se a descoberto; quis reconhecer que toda aquela teoria da liberdade e da franqueza era uma improvisação, uma apressada memória de conversas com Larsen e que agora a expunha para esconder as suas descobertas, a sua necessidade de saber o que ela tinha feito na noite em que não quis acompanhá-la, para disfarçar um pouco o inesperado e urgente sentimento que o dominava: os ciúmes. Começava a balbuciar, mas a rapariga exclamou:
- És maravilhoso.
Julgou que troçava dele. Quando olhou para ela, percebeu que falava seriamente, quase com fervor. Sentiu-se ainda mais envergonhado. Pensou que nem sequer estava certo de acreditar no que lhe tinha dito, nem de aspirar a entender-se perfeitamente com ela, nem de gostar assim tanto dela.


Adolfo Bioy Casares, O sonho dos heróis

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

a explorar



A dica, dada pelo pai, sublinhava em particular o trabalho desenvolvido por Sam Taylor Wood, sendo esta foto uma das minhas preferidas:




Quanto a mim, o portfolio do fotógrafo Alexander Gronsky encheu-me as medidas:

a notícia do dia



(espero que alguém se lembre de fazer algo deste género.)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

vícios

sãos coisas lixadas, caprichosas... levei tempo a revelar estes últimos rolos, demasiado. decidi andar para a frente, perceber se vale a pena. no fundo: quero ver algo que não mudaria. espero que gostem.

alentejo x-pro