domingo, 15 de maio de 2011

Eden


E bela maneira de acabar o indie.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

parênteses

Por aqui escrevo, essencialmente, sobre o que não sou na minha rotina diária (não sou fotógrafa, nem cinéfila, nem leitora de ficção ou ensaios sobre estética). Por aqui deixo apontamentos das coisas que gostaria de ter sido, mas que nunca cheguei a ser.

Posto isto, acontece-me frequentemente pensar nos motivos que me levaram a estudar direito, ou a trabalhar onde trabalho. A maior parte das vezes resolvo estas questões com argumentos eminentemente práticos. 

Depois deparo-me com notícias como esta e lembro-me que o pragmatismo não explica tudo.

A primeira tese que cheguei a pensar escrever tinha como título "o princípio do non-refoulement no actual direito dos refugiados", a propósito da notícia - que só pode causar revolta -, deixo aqui algumas notas dessa tese que nunca chegou a ver a luz do dia.

No âmbito do controlo de emigração da Europa Continental refoulement significa a recondução à fronteira daqueles que entraram ilegalmente no território de um Estado ou a recusa de admissão daqueles que não têm documentos de identificação válidos.

Refoulement deve ser distinguido dos conceitos jurídicos de expulsão ou deportação.

O princípio do non-refoulement contido no art. 33.º da Convenção de 1951

Artigo 33.º
Proibição de expulsar e de repelir

Nenhum dos Estados Contratantes e expulsará repelirá um refugiado, seja de que maneira for, para, fronteiras dos territórios onde a sua vida ou a sua liberdade sejam ameaçadas em virtude da sua raça religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou opiniões políticas.

Contudo, o benefício da presente disposição não poderá ser invocado por um refugiado que haja razões sérias para considerar perigo para a segurança do país onde se encontra, ou que, tendo, sido objecto de uma condenação definitiva por um crime ou delito particularmente grave, constitua ameaça para a comunidade do dito país.


Embora o princípio do non-refoulement não seja sinónimo de um direito à admissão, é importante ter presente que o princípio da não rejeição na fronteira implica, pelo menos, uma admissão temporária de modo a permitir a determinação do estatuto do indivíduo. Apenas deste modo se consegue garantir que não se reenviará alguém para uma situação de perseguição ou tortura.


“The international legal status of the refugee necessarily imports certain legal consequences, the most important of which is the obligation of States to respect the principle of non-refoulement through time.” (The Refugee in International Law, p. 1)

“As UNHCR has observed,
Every refugee is, initially, also an asylum-seeker; therefore, to protect refugees, asylum-seekers must be treated on the assumption that they may be refugees until their status has been determined. Otherwise, the principle of non-refoulement would not provide effective protection for refugees, because applicants might be rejected at borders or otherwise returned to persecution on the grounds that their claim had not been established.” (Hathaway, The Rights of Refugees under International Law, p. 159)

Na União Europeia, os Estados-Membros estão ainda proibidos - por normas aprovadas pelos próprios - de enviarem indivíduos para uma pena de morte ou execução, para a tortura ou para um tratamento ou punição degradante ou humilhante:
à Directiva 2004/83/EC de 29 de Abril de 2004 (Minimum Standards for the Qualification and Status of Third Country Nationals or Stateless Persons as Refugees or as Persons Who Otherwise Need International Protection and of the Content of the Protection Granted)
à “[it] is the first binding supranantional agreement by states concerning the determination or eligibility and status of individuals with ‘complementary protection’ needs – that is, international protection needs falling outside the scope of the 1951 Convention” (p. 211, The Refugee in International Law)


Era importante indignarmo-nos, não sermos indiferentes a este tipo de notícias, por mais anestesiados (pelas crises económicas) que estejamos.




domingo, 8 de maio de 2011

a letter to elia



bela maneira de começar o indie.

catalogação



do que me faz parar.

sábado, 7 de maio de 2011

catalogação


em busca de uma catalogação possível. do que trago comigo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

em 2005 era assim ou uma coisa chamada king kard

KING KARDVÊ OS FILMES QUE QUISERES!
a partir de 1 de Fevereiro de 2005 - lançamento a 28 de Janeiro
1 - O QUE É O KING KARD?
É um cartão que lhe permite ver todos os filmes que quiser, em 11 cinemas e 65 salas de todo o país:
LISBOA: Alvaláxia, Monumental-Saldanha, King, Fonte Nova, Nimas, Ávila
PORTO: Cidade do Porto, Nun’Álvares
COIMBRA: Avenida
SANTARÉM: Feira Nova
ALCOCHETE: Freeport
2 - A QUEM SE DESTINA O KING KARD?
A todas as pessoas que gostam de ir ao cinema e sobretudo às que gostariam de poder ir mais vezes ao cinema.
Por um preço fixo mensal, agora todos podem ver todos os filmes que quiserem sem pagar mais por isso.
3 - POSSO MESMO VER TODOS OS FILMES QUE QUISER?
Sim, o KING KARD dá-lhe acesso sem limites a ver todos os filmes que quiser, quantas vezes quiser, nos cinema aderentes.
A única condição é um máximo de 2 filmes no mesmo dia e em sessões diferenciadas de pelo menos 2 horas.
4 - QUANTO ME CUSTA O KING KARD?
Na inscrição, o custo do cartão é de 5 €uros, mais o pagamento da 1ª prestação*
 Em seguida ficará a pagar 13 €uros por mês, através de débito bancário directo, com o compromisso minímo de um ano, automaticamente renovável.
 Ou o custo do cartão de 5 €uros, e o pagamento de 150 €uros como anuidade e de uma vez só, poupando 6 €uros (e portanto com um custo de apenas 12,5 €uros por mês).
* a Primeira Prestação será de:
13 €uros se aderir entre o dia 1 e 15 de cada mês;
7 €uros se fôr feita depois de dia 15 e até dia 23;
4 €uros se fôr feita depois de dia 24 (nesse caso acrescidos desde logo da prestação correspondente ao mês seguinte.)

domingo, 1 de maio de 2011

inspiração


William Klein, Times Square Mirror, NY (Vogue), 1962

sábado, 30 de abril de 2011

inspiração


Willy Ronis, La Nuit au Chalet, 1935

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

cheguei




é até aqui que mais gosto de conduzir sozinha. hoje, depois do cheiro a terra molhada, o do forno a lenha, a ervas doces. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

leituras

In the days to come they would ride up through a country where the rocks would cook the flesh from your hand and where other than rock nothing was. They rode in a narrow enfilade along a trail strewn with the dry round turds of goats and they rode with their faces averted from the rock wall and the baken-oven air which it rebated, the slant black shapes of the mounted men stenciled across the stone with a definition austere and implacable like shapes capable of violating their covenant with the flesh that authored them and continuing autonomous across the naked rock without reference to sun or man or god.

Cormac McCarthy, Blood Meridian

guess where.


(sítio perfeito para a organização de planos disparatados. tenho saudades, muitas.)

a pensar no próximo passo

sexta-feira, 8 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

à procura


ainda não é isto.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

o tipo de fait divers que me encanta

"Vasily Kandinsky is one of the most important figures in the Modern movement in art, not merely because it was he who first arrived at the idea of total abstraction, but because he was at the centre of two major groups: der Blaue Reiter (the Blue Rider), and the artists who worked at the Bauhaus. Nevertheless, his personality remains mysterious: as he himself admitted, secretiveness was one of his outstanding characteristics.

[...]

In 1886 he went to Moskow University to study Economics and Law. His interests broadened to Anthropology, and in 1889 he published his first essay, on some pagan relics of the East Finnish tribe of the Syrjaenen which he studied during an expedition to the remote Vologoda region. He was later to say that his art had been influenced by the bright colours and patterns he observed in the peasant houses there. For the moment, however, he returned to law; he seemed set for an academic or bureaucratic career. In 1892 he married his cousin, Anja Chimiakin; in 1893 he became an attaché at the Faculty of Law, Moskow University, and published another legal dissertation; an in 1895 he became Artistic Director of a printing plant in Moscow. Behind the conventional façade, however, other ideas and feelings were at work."

Edward Lucie-Smith, Lives of the Great Modern Artists

p.s. Acho piada a como esta parte da sua vida é contada (parece que o senhor simplesmente andou a perder tempo), mas confesso, gostava de saber qual foi o tema da dissertação em direito.

domingo, 3 de abril de 2011

a rever

paris, texas 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

para o l. : boa viagem

Pensar que te vais amanhã embora deixa-me sem pé. Sei que vai correr tudo bem. Sei que a cidade não é perfeita, mas que tem tudo a ver contigo (connosco) e que isso muda tudo. Pensar estes últimos anos sem ti não é possível. Amparaste-me todas as quedas, percebeste o que mais ninguém percebeu, ficaste feliz com todas as minhas (pequenas) vitórias e sentaste-te comigo em silêncio quando não havia nada a dizer, ainda assim, digo poucas vezes que preciso de ti. 
Hoje (não sei se é do sol) estou optimista, havemos de ser outras coisas. Havemos de fazer mais e ser mais felizes. 

Meio sem querer, comecei o nosso não-projecto, será um dos primeiros e-mails que receberás em terras germânicas... a digitalização das melhores fotos, agora fica do teu lado pegar naquilo e avançar.

Segunda promessa, começarei a poupar dinheiro para uma viagem épica - penso muitas vezes naqueles dias em Barcelona - acho que nos falta isso... uma viagem épica.

Sei que hoje estou foleira, deu-me para aqui, mas precisava de te dizer que me vais fazer falta, muita.