terça-feira, 11 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

escola

Sonho em voltar à escola para estudar algo que não tenha futuro absolutamente nenhum.
[Quando era miúda e verdadeiramente ingénua ninguém me explicou que são as escolhas sensatas que nos lixam]

o tempo que resta

domingo, 18 de abril de 2010

leituras

"The dumpkeeper had spawned nine daughters and named them out of an old medical dictionary gleaned from the rubbish he picked. These gangling progeny with black hair hanging from their armpits now sat idle and wide-eyed day after day in chairs and crates about the little yard cleared out of the tips while their harried dam called them one by one to help with chores and one by one they shrugged or blinked their sluggard lids. Urethra, Cerebella, Hernia Sue. They moved like cats and like cats in heat attracted surrounding swains to their midden until the old man used to go out at night and fire a shotgun at random just to clear the air."

Cormac McCarthy, Child of God

sábado, 17 de abril de 2010

para contrariar

antecipava um fim-de-semana chuvoso, fechada em casa, em leituras. de mal com o mundo. mas esta maravilha acordou-me pela manhã.vinda de um país que já não existe, é perfeita. também não sou de lado nenhum.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

preto e branco

novo álbum nos sítios do costume.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

leituras

"E um dia acabará por existir um aparelho mais completo. O pensado e o sentido durante a vida - ou nos tempos de exposição - será como um alfabeto, com o qual a imagem continuará a aperceber-se de tudo (como nós, com as letras de um alfabeto, podemos entender e compor todas as palavras). A vida será, pois, um depósito da morte. Mas mesmo então a imagem não terá vida; objectos essencialmente novos não poderão existir para ela. Conhecerá tudo o que sentiu ou pensou, ou as combinações superiores do que sentiu ou pensou."

Adolfo Bioy Casares, A invenção de Morel

p.s. de todas as passagens possíveis, não é difícil perceber porque escolhi esta.

domingo, 11 de abril de 2010

vício

Chair Car
1960
Edward Hopper

Visto no silêncio dos livros, viciante.

porto de lisboa






respirar




entre vila nova de cerveira e caminha.

terça-feira, 30 de março de 2010

acaso

Dry Ranch, Australia

Photograph by Amy Toensing

for National Geographic

o outro lado do espelho está na moda


p.s. mas ainda não bateram o original.

quarta-feira, 24 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

resistentes



ando chata, intragável mesmo. no meio da desgraça, há uns quantos resistentes que me tentam animar os dias. o r. adoptou a técnica um cartoon destes por dia nem sabes o bem que te fazia.
a todos os resistentes uma nota: conto estar no meu humor normal - que isto não há milagres - no final deste mês, tenham paciência, já faltou mais.

quinta-feira, 18 de março de 2010

mal

Mais uma razão para estar atento ao Mal

Uma mão de cada lado do gerador, lençol às costas e outros dois levam a munição sonora.

O MAL aproveita a primeira aberta e faz-se à estrada! Que saudade de sentir a rua. A Rua é nossa! Renasce a tradição de aldeia do cinema piolho, das travessuras e das vontades. Vamos explorar a cidade bem no meio, onde moram os cinemas silenciados pelo tempo. Exibimos as películas de novos talentos do panorama enriquecido do cinema português e revivemos a cidade lá onde os nossos pais, nossos avós e bisavós sacudiam a ansiedade de ver cinema.


O MAL vai à rua, na busca dessas fachadas, e convida os mais audazes a percorrer numa noite estes locais entaipados da cidade, lá bem no centro, marcamos encontro para dia 27 de Março. Das 21horas às 01 horas visitaremos quatro cinemas abandonados ou transformados para exibir nas suas fachadas conteúdos originais de novos talentos do cinema de Lisboa.

(visto na última newsletter do Mal)

quarta-feira, 17 de março de 2010

até chegar aos anjos é céline - a morte, pela manhã, tem sabor a noite mal dormida. depois são as palavras, não estas. as outras a que devo dar significado. e do dia resta pouco. até chegar novamente ao metro. a horas mortas e parcamente acompanhada sou apanhada por uma voz forte de mulher a cantar salmos por si inventados. olho para o chão, evito ser interpelada. as senhoras da limpeza, sempre em grupo - coisa curiosa que um dia hei-de tentar explicar - são mais benevolentes do que eu e o monólogo sobre improváveis significados e inexoráveis castigos eternos surge para todos e não apenas para as benevolentes. fomos avisados. a personagem profética, com ar de ter saído de um qualquer canto do livro que arrasto comigo, acompanha-nos no metro. a ladainha que parecia ininterrupta sustém-se, por momentos, numa carruagem cheia pelos risos abafados. da despedida só guardo memória de um desconcertante sorriso. agoirento.

segunda-feira, 15 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010


voyeirismo faz-se sem flash.

domingo, 7 de março de 2010

tempo suspenso


Oddments Room II
(Voyages of the Adventure and Beagle), 2008
Prova cromogénea sobre alumínio e Diasec
218x175

Exposição Tempo Suspenso de Jane e Louise Wilson.

sábado, 6 de março de 2010

das insónias III

[...] quanto a mim, vai ser bonito, a quem a ainda não foi dado a determinar com o menor grau de precisão o que sou, onde estou, se sou palavras no meio de palavras, ou se sou o silêncio dentro do silêncio, para lembrar apenas duas das hipóteses avançadas a esse respeito [...]

Samuel Beckett, O Inominável

das insónias II

[...] as palavras estão em todo o lado, em mim, fora de mim, ora essa, ainda há pouco não tinha espessura, ouço-as, não preciso de as ouvir, não preciso de uma cabeça, é impossível pará-las, é impossível parar, sou de palavras, sou feito de palavras, das palavras dos outros, que outros, e o lugar também, o ar também, as paredes, o chão, o tecto, palavras, o universo está todo aqui [...]

Samuel Beckett, O Inominável

das insónias I

Mas eu não digo nada, não sei nada, estas vozes não são minhas, nem estes pensamentos, mas dos inimigos que me habitam.

Samuel Beckett, O Inominável

domingo, 21 de fevereiro de 2010

estar aborrecida dá nestas coisas

fiz o teste (jung typology test) e este foi o resultado. (o mais estranho é que acho que me reconheço nesta treta)

do doc lx para as salas de cinema

a serious man

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

de simples não tem nada

para onde ando a olhar

Esbarrei várias vezes com este poster pelas ruas de Lisboa antes de perceber do que é que se tratava.
O filme de Lorenzo Degl'Innocenti "Desassossego" conta a história de Ivan, um frustrado empregado de charcutaria preso à tradição familiar que sonha desesperadamente em abrir uma loja onde possa vender e desenhar os seus próprios móveis.
(Porque é que isto me soa tão bem?)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

isto explica muita coisa


14e arrondissement do Alexander Payne é a minha curta preferida da colectânea paris je t'aime.

determinados lugares

por estes dias gostava de andar por aqui.
(ah e descubram a história da reaparecida versão original do Metropolis, depois digam-me que as minhas manias são disparatadas.)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

when the seagulls...

segundo este senhor só podia ser mulher.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


dizem-me que não sou feita das palavras que conheço. enganam-se. não sou senão as palavras que colecciono.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

não é bem isto


não é bem isto, é outra coisa qualquer. fico na mesma, depois de trocar de lugar 5, 10, 100 vezes. já sinto o formigueiro. as novas ideias prendem-se com roteiros, fazedores de mapas só por nós imaginados, que no fim vão dar a sítios que sempre lá estiveram, mas nunca nos pareceram banais. entre a euforia de ter encontrado aquele sítio para almoçar [este pode muito bem ser o início de uma nova rotina, de uma nova lista - minimalista, porque há horas de almoço para cumprir] percebo que ao não querer ser nada em concreto [só sei que não quero ser isto] me perco em incontáveis projectos assumidamente irrealistas. ao almoço disse o que gostava de ter ouvido, espero que tenha servido. quanto a mim já me decidi, nada de malas pequenas, orwell faz-me companhia no metro e a Holga à hora do almoço.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

do que devia ter falado na semana passada III

Começou o ciclo de cinema Democracia Global.

do que devia ter falado na semana passada II

Começou o ciclo Recordando George Orwell.

do que devia ter falado na semana passada I

Lola (2009), Brillante Mendonza
(a propósito da retrospectiva organizada pela Zero em Comportamento na Culturgest)

domingo, 17 de janeiro de 2010

as duas livrarias viradas uma para a outra. o cinema-café escondido nas traseiras. o bar dos chás. as ruas do mercado. o molho de tomate com manjericão fresco. a loja dos cadernos. fogem-me as palavras certas. as listas encurtam.

Dennis Stock

Dennis Stock (1928 - 2010), na Magnum.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


vinha a ouvir uma versão acústica desta música. as minhas viagens ao alentejo eram feitas disto. na altura em que não escolhia a banda sonora. preciso de perguntar à m. - que muda de registo, como quem muda de camisa... acabei de descobrir um post novo no antigo blog - se as bandas sonoras da nossa infância nos lixam a vida. eu cá acho que sim, mas a perita é ela. muda a música. andam coisas por dizer. entre o chapéu de chuva partido e a molha até ao metro. entre os processos e os almoços. entre o que eu te disse ontem e o que te queria ter dito hoje. entre as fotocópias e os lenços de papel. entre a tese e o trabalho. andam coisas por dizer. andam coisas por decidir. desligo a música e decoro metalmente a lista das compras. e vicio-me. vicio-me nos filmes e nas imagens, coisas do l. e da m., para me animar os dias.

domingo, 10 de janeiro de 2010

em casa, doente. rogo pragas à tosse que não me deixou ir ver korda. deixarei para a última, como sempre. demasiado tempo para pensar. as idiotices começaram e eu sem paciência para as aturar. teria sido bonito largar uma asneira naquele momento surreal. à falta disso organizo. os livros. agora as fotografias. a ver se é desta que isto me passa. para quem quiser há novo espaço para explorar. incompleto, claro. que eu não gosto de coisas acabadas.

entre o natal e o ano novo andei a desenferrujar, enquanto procurava aquela que ainda não tenho.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

da tradição

cá em casa, no dia dos reis come-se romã.