terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

segundo este senhor só podia ser mulher.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


dizem-me que não sou feita das palavras que conheço. enganam-se. não sou senão as palavras que colecciono.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

não é bem isto


não é bem isto, é outra coisa qualquer. fico na mesma, depois de trocar de lugar 5, 10, 100 vezes. já sinto o formigueiro. as novas ideias prendem-se com roteiros, fazedores de mapas só por nós imaginados, que no fim vão dar a sítios que sempre lá estiveram, mas nunca nos pareceram banais. entre a euforia de ter encontrado aquele sítio para almoçar [este pode muito bem ser o início de uma nova rotina, de uma nova lista - minimalista, porque há horas de almoço para cumprir] percebo que ao não querer ser nada em concreto [só sei que não quero ser isto] me perco em incontáveis projectos assumidamente irrealistas. ao almoço disse o que gostava de ter ouvido, espero que tenha servido. quanto a mim já me decidi, nada de malas pequenas, orwell faz-me companhia no metro e a Holga à hora do almoço.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

do que devia ter falado na semana passada III

Começou o ciclo de cinema Democracia Global.

do que devia ter falado na semana passada II

Começou o ciclo Recordando George Orwell.

do que devia ter falado na semana passada I

Lola (2009), Brillante Mendonza
(a propósito da retrospectiva organizada pela Zero em Comportamento na Culturgest)

domingo, 17 de janeiro de 2010

as duas livrarias viradas uma para a outra. o cinema-café escondido nas traseiras. o bar dos chás. as ruas do mercado. o molho de tomate com manjericão fresco. a loja dos cadernos. fogem-me as palavras certas. as listas encurtam.

Dennis Stock

Dennis Stock (1928 - 2010), na Magnum.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


vinha a ouvir uma versão acústica desta música. as minhas viagens ao alentejo eram feitas disto. na altura em que não escolhia a banda sonora. preciso de perguntar à m. - que muda de registo, como quem muda de camisa... acabei de descobrir um post novo no antigo blog - se as bandas sonoras da nossa infância nos lixam a vida. eu cá acho que sim, mas a perita é ela. muda a música. andam coisas por dizer. entre o chapéu de chuva partido e a molha até ao metro. entre os processos e os almoços. entre o que eu te disse ontem e o que te queria ter dito hoje. entre as fotocópias e os lenços de papel. entre a tese e o trabalho. andam coisas por dizer. andam coisas por decidir. desligo a música e decoro metalmente a lista das compras. e vicio-me. vicio-me nos filmes e nas imagens, coisas do l. e da m., para me animar os dias.

domingo, 10 de janeiro de 2010

em casa, doente. rogo pragas à tosse que não me deixou ir ver korda. deixarei para a última, como sempre. demasiado tempo para pensar. as idiotices começaram e eu sem paciência para as aturar. teria sido bonito largar uma asneira naquele momento surreal. à falta disso organizo. os livros. agora as fotografias. a ver se é desta que isto me passa. para quem quiser há novo espaço para explorar. incompleto, claro. que eu não gosto de coisas acabadas.

entre o natal e o ano novo andei a desenferrujar, enquanto procurava aquela que ainda não tenho.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

domingo, 27 de dezembro de 2009

sábado, 26 de dezembro de 2009

a pérola da época

"Maybe there is no Heaven. Or maybe this is all pure gibberish — a product of the demented imagination of a lazy drunken hillbilly with a heart full of hate who has found a way to live out where the real winds blow — to sleep late, have fun, get wild, drink whisky, and drive fast on empty streets with nothing in mind except falling in love and not getting arrested...
Res ipsa loquitur. Let the good times roll."

obrigada :)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

ho, ho, ho e tal...


p.s. vou fazer filhoses

sábado, 19 de dezembro de 2009

on stand by

Cat Power - Crying, Waiting, Hoping

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quando se tem um lugar na cabeça ele aparece em todo o lado.


O júri chamou-lhe "loving cloud" e disse que era a junção perfeita da geologia do vulcão Licancabur, na fronteira entre o Chile a Bolívia, com a meteorologia das nuvens sobre a montanha que preenchiam o equilíbrio delicado da fotografia captada pelo geólogo e fotógrafo amador português Hugo Machado. Ele é o vencedor da categoria "Lugares" do prémio internacional da "National Geographic". - visto na foto do dia do Público on-line de hoje

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

o teletransporte sempre me pareceu muito sensato


porque me apetece dar um salto até aqui, para ver isto.

Robert Frank, from The Americans

Calha tão bem ter sido o Kerouac a escrever a introdução para a primeira edição do The Americans.



e depois ir até aqui ver isto.

Miles Davis in the Colubmbia studios during the recording of Porgy and Bess (1958)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

viagem de metro... ou como dostoiévski me anima os dias

Não só não consegui tornar-me mau, como não consegui tornar-me absolutamente nada: nem mau, nem bom, nem vilão, nem honesto, nem herói, nem insecto. agora que estou no fim dos meus dias, metido no meu buraco, escarneço de mim próprio e consolo-me com essa certeza, tão biliosa como inútil, de que um homem inteligente não pode tornar-se nada, só os parvos se tornam qualquer coisa.

Fiódor Dostoiévski, Cadernos do Subterrâneo

sábado, 28 de novembro de 2009

das imagens

Mario Soares coloca um barrete durante a visita ao concelho de Castanheira de Pera a 18 de Fevereiro de 1984.
MANUEL MOURA / LUSA PRT Castanheira de Pera LUSA © 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.


Cerca de dois milhões de imagens do acervo fotográfico da agência Lusa já estão disponíveis através do portal Sapo.

Jorge Molder



A propósito da exposição "A interpretação dos sonhos" - Fotografias de Jorge Molder, na Gulbenkian
No início do ano, Jorge Molder doou ao CAM duas séries de fotografias: O Pequeno Mundo, de 2000, e Não tem que me contar seja o que for, 2006-2007. Além destes trabalhos, é apresentada uma terceira série, recente e inédita, A interpretação dos sonhos, que dá título à exposição.

Moon

segunda-feira, 16 de novembro de 2009




penso nos corredores intermináveis que não vão dar a lado nenhum.
resgato a obsessão por séries de fotos dedicadas a filmes de terror possíveis.

a recuperar


do mesmo realizador de Nobody Knows

p.s. volto devagar (sessões de cinema no king com o recém-adquirido medeia card)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

despedidas

despeço-me lentamente das marias cheias de fé. da maria da anunciação, da maria da luz, da maria da conceição, da maria da ressurreição, da maria celeste dos anjos e da maria clementina, a do vestido demasiado florido e do chapéu plástico cor-de-rosa, o motivo para ali estarmos todos naquele dia. naquela figura, repetiu, um por um todos palavrões de que se lembrava.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

a planear o regresso

Mostra de cinema de Hong Kong, parece-me uma boa maneira de começar o meu plano épico: passar todas as horas disponíveis dentro de uma sala de cinema.
(claro que este plano épico já está a ser posto em causa por convites tentadores para o teatro e um curso de fotografia que era suposto só abrir uma vez por ano...)

humor

ri-me sozinha com isto... acho que o trabalho me anda a alterar o humor...

p.s. eu admito, foi pior do que isso, pensei cá para mim, se fosse eu mandava registar e autuar por difamação... triste, eu sei.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

da fé

chegou cedo e esperou, obrigado, para nada de relevante dizer. é daqueles casos: contra factos não há argumentos e dar-lhe a hipótese de explicar o que não tem desculpa possível só torna toda a situação mais confrangedora. tudo piora com a barreira intransponível da linguagem, não são só as palavras, é toda a postura. olha para a janela enquanto falam com ele, impaciente. quem o exaspera irrita-se perante a insolência, perante a resposta invariável a todas as perguntas que lhe são feitas, diz sim a tudo, e perdem-se 5 minutos a tentar perceber se ele é pedreiro ou carpinteiro. irrita ainda a impaciência irracional, de quem quer ir embora e não tem para onde ir, não tem emprego, não faz biscates, não paga a renda.
todo aquele teatro me parece inútil.

também eu divago. penso no episódio com os agentes do "sef" alemão no aeroporto em colónia. tendo hipótese, a maioria escolhe ser como aqueles agentes absolutamente intragáveis. brincavam aos pequenos déspotas perguntando-me o nome 3 vezes, demasiado longo segundo os seus costumes, verificavam a autenticidade do passaporte, trocavam piadas em alemão... na certeza de que quem estava à sua frente não os percebia. o que mais me enervou foi o sorriso rasgado que mantiveram durante todo o episódio.

não sorri, nem berrei - como se berrasse o fizesse entender melhor o que estava a dizer. limitei-me a agir como sempre. o que ele fez é rotina por estas bandas, não ter emprego e não pagar a renda também.

domingo, 11 de outubro de 2009

Il Divo

a realização que mais me impressionou nos últimos tempos... retrato pop da figura sinistra e extraordinariamente impassível de Giulio Andreotti.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

havia nas palavras dela a serena certeza de que este era o melhor lugar no mundo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

mafalda(s)

A propósito dos 45 anos da mafalda, para as mafaldas da minha vida (uma em lisboa outra em bruxelas, as duas a pensar em ir para a argentina, acho que não é preciso dizer mais nada).

p.s.1 sim, a tira foi escolhida a pensar nas últimas eleições.

p.s.2 raparigas que leram mafalda quando eram pequenas são melhores que as outras.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

com um inesperado nó na garganta, comecei - como a m. - a contagem decrescente... no fundo sou uma desgraça. dou comigo a apontar nomes como "Irondina" porque parecem nomes de contos e não os quero esquecer.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.

Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.

Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.

Meu Deus, tanto sono!...

Álvaro de Campos

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Paula Rego
Peter Pan: Mermaid Drowning Wendy, 1992

A propósito da casa das histórias

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

as últimas






Canon FTb, Minas de São Domingos, Verão 2009

do vermelho ocre





Canon FTb, Minas de São Domingos, Verão 2009