sexta-feira, 18 de setembro de 2009

as últimas






Canon FTb, Minas de São Domingos, Verão 2009

do vermelho ocre





Canon FTb, Minas de São Domingos, Verão 2009
andava com sede de pegar na máquina, nem tudo saiu como queria. de todas as séries a minha preferida é a das ruínas das minas de São Domingos, acho que o redscale funcionou bem com a paisagem agreste e enferrujada... é a última série de imagens do curto verão de 2009.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

no mercado



Canon Ftb, mercado Minas de São Domingos, Verão 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

a sul.



Canon FTb, Mértola, Verão 2009

de norte




Canon FTb, Viseu, Verão 2009

sábado, 12 de setembro de 2009

das pessoas




Canon FTb, Lisboa, Verão 2009

as primeiras


do 1.º rolo com a ensign só estas se safaram...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

leituras

"Tinha esperado com toda a sinceridade ser um verdadeiro amigo. Tinha esperado, digo; mas as suas esperanças perderam-se na descoberta de algo que sempre soubera: o facto de não passar de um aborto, de uma criatura taciturna, cheia de marcas de mosca, com sangue semítico nas veias."
Henry Miller, Moloch

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

para m. e l.

ando com vontade de inventar.
p.s. é a rua do fábulas.

dispensável

Terraço, Agosto 2008

Com tanto para fazer em Lisboa têm mesmo de começar pelo Terraço?
(isto do restaurante de "qualidade" (para não dizer "provavelmente inacessível aos lisboetas que costumam passar por aqui" - sim, porque o Terraço não é propriamente barato, mas sempre dá para pedir um café e ficar a ler que ninguém nos chateia) faz-me lembrar um lugar à beira-rio, lá para os lados de Santa Apolónia com um nome tão cool que enerva e um serviço digno de ser mencionado pela capacidade verdadeiramente incomparável de conseguir acordar a Miss Hyde que há em mim em tempo recorde...)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

com vontade de ir ver

Traços Que Desenham os Filmes
na Cinemateca

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

reflexos

Sempre aos pares, miúdas de 14 anos, altivas e enfadadas e suas mães, orgulhosas da imbecilidade que criaram, cirandam pelos corredores... A imagem lembra-me os casacos pendurados junto à estrada e as mulheres a quem pertencem. Impassíveis, sob o sol das duas da tarde, esperam os clientes que não tardam em chegar.

domingo, 23 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

hal hartley



Logo dois de uma vez. Personagens que passam o dia a ler, as profissões pouco importam e assim se criam histórias de amor com com uma aura platónica algo inesperada... ah, e ainda há umas tiradas de esquerda, muito fim dos anos 80, início dos 90... gostei, vai-se lá saber porquê.

(p.s. obrigada)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Såsom i en spegel

Såsom i en spegel (Em Busca da Verdade), Igmar Bergman


"For now we see through a glass, darkly." (in Corinthians 13:12 )

terça-feira, 18 de agosto de 2009

leituras


Capitulo 7

Toco tu boca, con un dedo toco el borde de tu boca, voy dibujándola como si saliera de mi mano, como si por primera vez tu boca se entreabriera, y me basta cerrar los ojos para deshacerlo todo y recomenzar, hago nacer cada vez la boca que deseo, la boca que mi mano elige y te dibuja en la cara, una boca elegida entre todas, con soberana libertad elegida por mí para dibujarla con mi mano en tu cara, y que por un azar que no busco comprender coincide exactamente con tu boca que sonríe por debajo de la que mi mano te dibuja.

Me miras, de cerca me miras, cada vez más de cerca y entonces jugamos al cíclope, nos miramos cada vez más de cerca y nuestros ojos se agrandan, se acercan entre sí, se superponen y los cíclopes se miran, respirando confundidos, las bocas se encuentran y luchan tibiamente, mordiéndose con los labios, apoyando apenas la lengua en los dientes, jugando en sus recintos donde un aire pesado va y viene con un perfume viejo y un silencio. Entonces mis manos buscan hundirse en tu pelo, acariciar lentamente la profundidad de tu pelo mientras nos besamos como si tuviéramos la boca llena de flores o de peces, de movimientos vivos, de fragancia oscura. Y si nos mordemos el dolor es dulce, y si nos ahogamos en un breve y terrible absorber simultáneo del aliento, esa instantánea muerte es bella. Y hay una sola saliva y un solo sabor a fruta madura, y yo te siento temblar contra mi como una luna en el agua.


(Lido obsessivamente pode provocar pensamentos estapafúrdios. No meu caso e dada a minha actual situação, elaborei esquemas fantásticos para arranjar o trabalho perfeito, ou seja, aquele que me permitisse passar o resto das minhas tardes a ler numa esplanada perdida na costa da Galiza.)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

das imagens

Floating Sauna - Hardangerfjord Norway 2002

Ecos de uma realidade crua, feia, estupidamente desgastante. Nas palavras reconheci uma lógica que nunca foi a minha.

Mergulhei nas imagens, como quem quer desaparecer.
Percorri as minhas e descobri que a que mais agrada a quem não conheço é, entre outras coisas, um monumento à tristeza.
Percorri as de m. e tive vontade de fotografar com ela.
Perdi-me a percorrer centenas de outros que não conheço, até me sentir embriagada.
Sorri com o projecto impossível; parei num blog cheio de projectos improváveis de onde retirei a floating sauna - hoje, o local eleito para me teletransportar - e onde descobri que ainda se viaja tendo como ponto de partida roteiros verdadeiramente inesperados.
Finalmente voltei à superfície, à sopa, ao telejornal, ao ladrar do cão da casa da frente, ao calor pastoso, à rotina muito pouco fotogénica.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

onírico


reality is arbitrary

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

reminiscências V


o sítio perfeito: passava o resto das minhas tardes aqui, a ler.

reminiscências IV



reminiscências III


(sim, agosto 2009, norte de Espanha... let's not talk about the weather)

reminiscências II





La Coruña

reminiscências I



Uma estação por onde já não passam comboios, sonhei mais do que uma vez com este lugar, sem ter a certeza de que existisse mesmo... afinal está mesmo ali em Monção. Gostava que fosse meu. Sim, ver filmes do género The Station Agent não me ajudam a querer coisas minimamente ajuizadas.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

m

m. que é feita de música, só o admite quando escreve e eu vicio-me num mundo transformado em palavra mas onde, na realidade, tudo é sonoridade. m. é música e eu era capaz de ficar dias a ouvi-la... queria apanhá-la assim, com a máquina, quando ela trauteia e sei que pensa em tudo como se da letra de uma canção se tratasse. mas m. não é só isso, é quem me apanha desprevenida, com a resposta para a pergunta que me vai atormentando... o trabalho perfeito para ti... e não é que me imagino mesmo ali, onde ela também me imaginou, apesar de ter passado a semana a pensar que, no final, não encaixo em lado nenhum.

escrito depois de ter visto o mail que mais me fez sorrir esta semana...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

outras leituras

Years later he'd stood in the charred ruins of a library where blackened books lay in pools of water. Shelves tipped over. Some rage at the lies arranged in their thousands row on row. He picked up one of the books and thumbed through the heavy bloated pages. He'd not have thought the value of the smallest thing predicated on a world to come. It surprised him. That the space which these things occupied was itself an expectation.

Cormac McCarthy, The Road

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Yann Tiersen no CCB

hoje, é isto que estou a perder.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ainda nas coincidências


Fui vê-lo à Trama, depois de uma semana calejada por histórias semelhantes. Na livraria as coincidências são inevitáveis, a única coisa que realmente sei fazer é ler. Encontrei A Viagem ao Fim da Noite com uma capa decente (e as discussões que já tive à conta da capa medonha da edição que possuo), quase o comprei só por causa disso... um livro lixado, lido em dois dias na primeira semana em Colónia e que ainda hoje ando a remoer, há coisas que não se esquecem, há solidão que só se descreve pelo que se leu. E depois foi o distribuir da letra Mulheres de Atenas e eu que não ouvia Chico Buarque, engulo em seco cada vez que a música toca e volto atrás no cd e oiço-a novamente, uma letra daquelas e há quem não goste... idiotas. Não há gender chicks em M.B., só reflexos pálidos de mulheres de atenas.

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas, não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas


quarta-feira, 1 de julho de 2009

coincidências

















Não sei se é do silêncio, mas esbarro com coincidências subtis, como se as mesmas histórias andassem a ser repetidas, susurradas, presentes em tudo o que faço... o Tchítchikov sem moral de Gogol foi substituído pelo Consul de Lowry. A visão do inferno repete-se. A vontade de redenção está opressivamente presente em Geoffrey, o inexorável falhanço certo desde a primeira página. Sem surpresa a salvação nunca chegou a ser uma possibilidade nas Almas Mortas. Conclusão: não há finais felizes. O sentimento de angústia aloja-se num canto escondido da minha memória. Nos Morangos Selvagens de Bergman vejo que Marianne veio tomar o lugar Yvonne. A imagem das mulheres sofridas, impenetráveis cola-se ao espírito como uma sombra, a angústia alastra-se.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Daydreaming with Through the Looking-Glass, and What Alice Found There.
It begins with something simple like "I can't wear this to work" and suddenly the whole week is a weird reflection of something that could be my life.

ensign, the british chick

sim, sim... é a última aquisição.