a Presidência Sueca e a Comissão Europeia tiveram o prazer de apresentar em conjunto o Prémio Mercado Único, atribuído pela primeira vez. Este prémio realça a importância dos princípios da livre circulação do mercado interno da UE, tendo sido atribuído à portuguesa Aurora de Freitas, que , desde 2004, pressiona os poderes públicos franceses no sentido de facilitarem a concessão de autorizações de residência em França a cidadãos portugueses.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Il Divo
a realização que mais me impressionou nos últimos tempos... retrato pop da figura sinistra e extraordinariamente impassível de Giulio Andreotti.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
mafalda(s)
A propósito dos 45 anos da mafalda, para as mafaldas da minha vida (uma em lisboa outra em bruxelas, as duas a pensar em ir para a argentina, acho que não é preciso dizer mais nada).p.s.1 sim, a tira foi escolhida a pensar nas últimas eleições.
p.s.2 raparigas que leram mafalda quando eram pequenas são melhores que as outras.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono!...
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono!...
Álvaro de Campos
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
leituras
"Tinha esperado com toda a sinceridade ser um verdadeiro amigo. Tinha esperado, digo; mas as suas esperanças perderam-se na descoberta de algo que sempre soubera: o facto de não passar de um aborto, de uma criatura taciturna, cheia de marcas de mosca, com sangue semítico nas veias."
Henry Miller, Moloch
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
dispensável
Terraço, Agosto 2008
(isto do restaurante de "qualidade" (para não dizer "provavelmente inacessível aos lisboetas que costumam passar por aqui" - sim, porque o Terraço não é propriamente barato, mas sempre dá para pedir um café e ficar a ler que ninguém nos chateia) faz-me lembrar um lugar à beira-rio, lá para os lados de Santa Apolónia com um nome tão cool que enerva e um serviço digno de ser mencionado pela capacidade verdadeiramente incomparável de conseguir acordar a Miss Hyde que há em mim em tempo recorde...)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
reflexos
Sempre aos pares, miúdas de 14 anos, altivas e enfadadas e suas mães, orgulhosas da imbecilidade que criaram, cirandam pelos corredores... A imagem lembra-me os casacos pendurados junto à estrada e as mulheres a quem pertencem. Impassíveis, sob o sol das duas da tarde, esperam os clientes que não tardam em chegar.
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