
segunda-feira, 14 de maio de 2007
domingo, 13 de maio de 2007
sexta-feira, 11 de maio de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
T. S. Eliot
What are the roots that clutch, what are the braches grow
Out of this stony rubbish? Son of man,
You cannot say, or guess, for you know only
A heap of broken images, where the sun beats,
And the dead tree gives no shelter, the cricket no relief,
And the dry stone no sound of water. Only
There is shadow under this red rock,
(Come in under the shadow of this red rock),
And I will show you something different from either
Your shadow at the morning striding behind you
Or your shadow at the evening rising to meet you;
I will show you fear in a handful of dust.
Out of this stony rubbish? Son of man,
You cannot say, or guess, for you know only
A heap of broken images, where the sun beats,
And the dead tree gives no shelter, the cricket no relief,
And the dry stone no sound of water. Only
There is shadow under this red rock,
(Come in under the shadow of this red rock),
And I will show you something different from either
Your shadow at the morning striding behind you
Or your shadow at the evening rising to meet you;
I will show you fear in a handful of dust.
The Waste Land, I. The Burial of the Dead
segunda-feira, 7 de maio de 2007
domingo, 6 de maio de 2007
domingo, 29 de abril de 2007
quinta-feira, 26 de abril de 2007
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Ontem
Há noites assim, em que percebo porque me vou lembrar destes tempos com nostalgia. Os maus momentos vão-se desvanecendo e só ficarão boas recordações de um tempo idílico que nunca vivi, mas do qual vou sentir saudades. Memórias são isso mesmo, boas recordações, em que desenhamos sobre a tela do que foi com cores mais garridas... por isso é fácil perder-me no passado, sobre o futuro ainda não consigo desenhar por cima. E ontem entre conversas parvas, resultado de uma confortável intimidade regada com mais qualquer coisa, senti que era um daqueles momentos que ia recordar: jantares improvisados, conversas sobre tudo e principalmente sobre nada e os risos, e as vozes, tão fortes, tão seguras de algo que não sei explicar.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Johannes Bobrowski
Wenn verlassen sind
Wenn verlassen sind
die Räume, in denen Antworten erfolgen, wenn
die Wände stürtzen und Hohlwege, aus den Bäumen
fliegen die Schatten, wenn aufgegeben ist
unter den Füssen das Gras,
weisse Sohlen betreten den Wind -
der Dornbusch flammt,
ich hör seine Stimme,
wo kein Frage war, ein Gewässer
geht, doch mich dürstet nicht.
Abandonados
Abandonados
os espaços em que chegam as respostas, quando
as paredes desabam e desfiladeiros, das árvores
voam as sombras, quando se abandona
a erva debaixo dos pés,
solas brancas pisam o vento -
a sarça chameja,
ouço-lhe a voz,
onde não havia perguntas águas
passam, mas eu não tenho sede.
Wenn verlassen sind
die Räume, in denen Antworten erfolgen, wenn
die Wände stürtzen und Hohlwege, aus den Bäumen
fliegen die Schatten, wenn aufgegeben ist
unter den Füssen das Gras,
weisse Sohlen betreten den Wind -
der Dornbusch flammt,
ich hör seine Stimme,
wo kein Frage war, ein Gewässer
geht, doch mich dürstet nicht.
Johannes Bobrowski
Abandonados
Abandonados
os espaços em que chegam as respostas, quando
as paredes desabam e desfiladeiros, das árvores
voam as sombras, quando se abandona
a erva debaixo dos pés,
solas brancas pisam o vento -
a sarça chameja,
ouço-lhe a voz,
onde não havia perguntas águas
passam, mas eu não tenho sede.
domingo, 15 de abril de 2007
quarta-feira, 4 de abril de 2007
quinta-feira, 22 de março de 2007
domingo, 18 de março de 2007
segunda-feira, 12 de março de 2007
domingo, 11 de março de 2007
THE HUMAN ABSTRACT
THE HUMAN ABSTRACT
Pity would be no more
If we did not make somebody poor,
And Mercy no more could be
If all were as happy as we.
And mutual fear brings Peace,
Till the selfish loves increase;
Then Cruelty knits a snare,
And spreads his baits with care.
He sits down with holy fears,
And waters the ground with tears;
Then Humility takes its root
Underneath his foot.
Soon spreads the dismal shade
Of Mystery over his head,
And the caterpillar and fly
Feed on the Mystery.
And it bears the fruit of Deceit,
Ruddy and sweet to eat,
And the raven his nest has made
In its thickest shade.
The gods of the earth and sea
Sought through nature to find this tree,
But their search was all in vain:
There grows one in the human Brain.
William Blake
Pity would be no more
If we did not make somebody poor,
And Mercy no more could be
If all were as happy as we.
And mutual fear brings Peace,
Till the selfish loves increase;
Then Cruelty knits a snare,
And spreads his baits with care.
He sits down with holy fears,
And waters the ground with tears;
Then Humility takes its root
Underneath his foot.
Soon spreads the dismal shade
Of Mystery over his head,
And the caterpillar and fly
Feed on the Mystery.
And it bears the fruit of Deceit,
Ruddy and sweet to eat,
And the raven his nest has made
In its thickest shade.
The gods of the earth and sea
Sought through nature to find this tree,
But their search was all in vain:
There grows one in the human Brain.
William Blake
sábado, 10 de março de 2007
domingo, 4 de março de 2007
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Hurt
I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear this crown of shit
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
Nine Inch Nails lyrics, version by Johnny Cash
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear this crown of shit
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
Nine Inch Nails lyrics, version by Johnny Cash
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
As razões para votar sim no próximo referendo sobre a despenalização do aborto são simples e conhecidas de todos, talvez por isso a campanha do "sim" não esteja a ter um impacto tão grande quanto a campanha do não:
uma mulher que escolha fazer um aborto não deve ser presa, não deve ser marginalizada pelo sistema de saúde, deve ter direito a aconselhamento médico, deve ter o direito a tomar a sua decisão dentro e com o apoio da sociedade de que faz parte - deve-lhe ser permitido manter a sua dignidade.
Mas não foi pelas razões que me fazem ir votar sim que decidi escrever, foi antes pela campanha levada a cabo pelos diferentes movimentos do "não", que me parece, no mínimo, hipócrita.
Então é agora que estes movimentos aparecem reivindicando medidas alternativas de combate aos abortos clandestinos? Quando é que estas pessoas se mobilizaram para reivindicar apoio para as famílias com problemas económicos, para as mães adolescentes, para maior investimento no planeamento familiar ou na educação sexual nas escolas?
É agora, quando se pergunta, em referendo, se quem faz um aborto deve ser penalmente responsabilizado, que estas pessoas decidem que devem intervir, pedindo às pessoas para manterem o status quo, mas não resolvendo o problema em questão?
Onde está a intervenção na sociedade civil quando esta é realmente precisa?
Da última vez o referendo não foi vinculativo pois mais de metade do eleitorado não foi votar, no entanto a mobilização pelo não foi tal que o número de votos pela manutenção da lei ultrapassou o número de votos pela sua mudança. Isto levou a alguma discussão pública sobre como resolver os abortos clandestinos, sobre como dar apoio a quem não queira manter uma gravidez? Não, muito rapidamente estes movimentos se remeteram ao silêncio. Afinal talvez ignorar o problema o faça desaparecer...
Mais do que o voto no "não" o que eu não suporto são os movimentos pelo "não" - que aparecem como sendo moralmente imaculados.
Cantam, recitam poemas, apelam ao nosso lado mais sensível e até defendem que no fundo, no fundo são contra mandar mulheres para a prisão; mas desde que me lembro que a lei está do lado deles e sinceramente não vi estas pessoas empenhadas em algo mais do que manter o que temos, empenhadas em mudar a situação insustentável que representam os abortos clandestinos no nosso país.
uma mulher que escolha fazer um aborto não deve ser presa, não deve ser marginalizada pelo sistema de saúde, deve ter direito a aconselhamento médico, deve ter o direito a tomar a sua decisão dentro e com o apoio da sociedade de que faz parte - deve-lhe ser permitido manter a sua dignidade.
Mas não foi pelas razões que me fazem ir votar sim que decidi escrever, foi antes pela campanha levada a cabo pelos diferentes movimentos do "não", que me parece, no mínimo, hipócrita.
Então é agora que estes movimentos aparecem reivindicando medidas alternativas de combate aos abortos clandestinos? Quando é que estas pessoas se mobilizaram para reivindicar apoio para as famílias com problemas económicos, para as mães adolescentes, para maior investimento no planeamento familiar ou na educação sexual nas escolas?
É agora, quando se pergunta, em referendo, se quem faz um aborto deve ser penalmente responsabilizado, que estas pessoas decidem que devem intervir, pedindo às pessoas para manterem o status quo, mas não resolvendo o problema em questão?
Onde está a intervenção na sociedade civil quando esta é realmente precisa?
Da última vez o referendo não foi vinculativo pois mais de metade do eleitorado não foi votar, no entanto a mobilização pelo não foi tal que o número de votos pela manutenção da lei ultrapassou o número de votos pela sua mudança. Isto levou a alguma discussão pública sobre como resolver os abortos clandestinos, sobre como dar apoio a quem não queira manter uma gravidez? Não, muito rapidamente estes movimentos se remeteram ao silêncio. Afinal talvez ignorar o problema o faça desaparecer...
Mais do que o voto no "não" o que eu não suporto são os movimentos pelo "não" - que aparecem como sendo moralmente imaculados.
Cantam, recitam poemas, apelam ao nosso lado mais sensível e até defendem que no fundo, no fundo são contra mandar mulheres para a prisão; mas desde que me lembro que a lei está do lado deles e sinceramente não vi estas pessoas empenhadas em algo mais do que manter o que temos, empenhadas em mudar a situação insustentável que representam os abortos clandestinos no nosso país.
sábado, 27 de janeiro de 2007
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)


































