quinta-feira, 22 de março de 2007

domingo, 18 de março de 2007




não são os silêncios
são as palavras que não dizes

segunda-feira, 12 de março de 2007

domingo, 11 de março de 2007

THE HUMAN ABSTRACT

THE HUMAN ABSTRACT

Pity would be no more
If we did not make somebody poor,
And Mercy no more could be
If all were as happy as we.

And mutual fear brings Peace,
Till the selfish loves increase;
Then Cruelty knits a snare,
And spreads his baits with care.

He sits down with holy fears,
And waters the ground with tears;
Then Humility takes its root
Underneath his foot.

Soon spreads the dismal shade
Of Mystery over his head,
And the caterpillar and fly
Feed on the Mystery.

And it bears the fruit of Deceit,
Ruddy and sweet to eat,
And the raven his nest has made
In its thickest shade.

The gods of the earth and sea
Sought through nature to find this tree,
But their search was all in vain:
There grows one in the human Brain.

William Blake

Contestar


Merci Anne Laure! Pour toi :)


sábado, 10 de março de 2007

Tricotar está na moda


Foi tirada a pensar na Pilar, que deixou estas paragens... aguardo o teu regresso!

domingo, 4 de março de 2007

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007




a casa onde se guarda a música é feita de escadas e paredes gravadas
labirintos de luz e silêncio

encontro


mais Porto



Porto à vista


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

recorto as palavras
colo-as no silêncio

little children


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

the video for the lyrics

Hurt

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of shit
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else

I am still right here
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end

You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way

Nine Inch Nails lyrics, version by Johnny Cash

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

As razões para votar sim no próximo referendo sobre a despenalização do aborto são simples e conhecidas de todos, talvez por isso a campanha do "sim" não esteja a ter um impacto tão grande quanto a campanha do não:
uma mulher que escolha fazer um aborto não deve ser presa, não deve ser marginalizada pelo sistema de saúde, deve ter direito a aconselhamento médico, deve ter o direito a tomar a sua decisão dentro e com o apoio da sociedade de que faz parte - deve-lhe ser permitido manter a sua dignidade.

Mas não foi pelas razões que me fazem ir votar sim que decidi escrever, foi antes pela campanha levada a cabo pelos diferentes movimentos do "não", que me parece, no mínimo, hipócrita.
Então é agora que estes movimentos aparecem reivindicando medidas alternativas de combate aos abortos clandestinos? Quando é que estas pessoas se mobilizaram para reivindicar apoio para as famílias com problemas económicos, para as mães adolescentes, para maior investimento no planeamento familiar ou na educação sexual nas escolas?
É agora, quando se pergunta, em referendo, se quem faz um aborto deve ser penalmente responsabilizado, que estas pessoas decidem que devem intervir, pedindo às pessoas para manterem o status quo, mas não resolvendo o problema em questão?
Onde está a intervenção na sociedade civil quando esta é realmente precisa?
Da última vez o referendo não foi vinculativo pois mais de metade do eleitorado não foi votar, no entanto a mobilização pelo não foi tal que o número de votos pela manutenção da lei ultrapassou o número de votos pela sua mudança. Isto levou a alguma discussão pública sobre como resolver os abortos clandestinos, sobre como dar apoio a quem não queira manter uma gravidez? Não, muito rapidamente estes movimentos se remeteram ao silêncio. Afinal talvez ignorar o problema o faça desaparecer...
Mais do que o voto no "não" o que eu não suporto são os movimentos pelo "não" - que aparecem como sendo moralmente imaculados.
Cantam, recitam poemas, apelam ao nosso lado mais sensível e até defendem que no fundo, no fundo são contra mandar mulheres para a prisão; mas desde que me lembro que a lei está do lado deles e sinceramente não vi estas pessoas empenhadas em algo mais do que manter o que temos, empenhadas em mudar a situação insustentável que representam os abortos clandestinos no nosso país.

"Vanitas"

Paula Rego

sábado, 27 de janeiro de 2007

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007