terça-feira, 29 de agosto de 2006

Da necessidade nasce engenho



Acampamento no parque de estacionamento público de Paredes de Coura durante o festival

silêncio

segunda-feira, 21 de agosto de 2006


Danke für das Postkarte :)
Was hast du für Bands gehört?
Küsse

domingo, 20 de agosto de 2006

Paredes de Coura 2006


Chuva, muita chuva a regar um festival onde os impermeáveis começam a ser o traje oficial de todos os resistentes E música daquela que se entranha e faz esquecer o frio, a lama e a água a chegar aos ossos e nos transporta para aquele universo onde não importa se de um lado tenho alguém de trinta e muitos que sabe as letras de Bauhaus de cor e do outro um grupo de putos rockabillies que teimam em afirmar que há modas que nunca morrem- e eu no meio, simplesmente feliz por estar ali.
Gangs of four partiram um micro-ondas com um taco de baseball , Karen O entrou de impermeável (fashion como sempre) e transpirou sexualidade, Block Party mostrou que é possível impressionar com a simplicidade de quem está genuinamente feliz de estar ali, !!! fizeram a festa e ditaram o ritmo e Bauhaus montaram um teatro gótico em que a chuva (incessante) parecia apenas mais um adereço.
Todos eles mostraram o que é que são grandes concertos (com boa música, feita não para entreter, mas para transcender); todos eles me convenceram que valia a pena estar ali: debaixo de chuva, com uma tenda que mais parecia um lago, a dormir no carro, a tomar banhos gelados, a comprar impermeáveis e camisolas – sem queixas, como se tudo isto não fossem contrariedades, mas apenas parte do cenário de um festival memorável.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006





"I woke up as the sun was reddening; and that was the one distinct time in my life, the strangest moment of all, when I didn't know who I was- I was far away from home, haunted and tired with travel, in a cheap hotel room I'd never seen, hearing the hiss of steam outside and the creak of the old wood of the hotel, and footsteps upstairs, and all the sad sounds, and I looked at the cracked high ceiling and really didn't know who I was for about fifteen strange seconds."


"And for just a moment I had reached the point of ecstasy I had always wanted to reach, which was the complete step across chronological time into timeless shadows, and wonderment in the bleakness of the mortal realm, and the sensation of death kicking at my heels to move one, with a phantom dogging its own heels, and myself hurrying to a plank where all the angels dove off and flew into the holy void of uncreated emptiness, the potent and inconceivable radiances shining in bright Mind Essence, innumerable lotus-lands falling open in the magic mothswarm of heaven."

quinta-feira, 3 de agosto de 2006


Somos retratos sem alma
Reflexos de nós mesmos

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Marcel Broodthaers

Retrato de Maria com tripé, 1967

sexta-feira, 28 de julho de 2006

:)


Dalí, Persistencia de la memoria
Toda a vida se espantara com essa faculdade que as ideias têm de se aglomerarem friamente como cristais, formando estranhas figuras vãs; ou crescerem como tumores devorando a carne que os concebeu; ou assumirem monstruosamente certos contornos da pessoa humana, à maneira dessas massas inertes que algumas mulheres dão à luz e que, em suma, não são mais do que um sonho da matéria. Uma boa parte dos produtos do espírito não passava também de disformes sombras lunares. Outras noções, mais claras e nítidas, como que fabricadas por um mestre artesão, eram, porém, como aqueles objectos que, à distância, iludem; imensamente admiráveis eram os seus ângulos e arestas; e todavia não passavam de grades onde o entendimento a si mesmo se aprisiona, abstractas ferragens que a ferrugem da falsidade não tardaria a carcomir.

Marguerite Yourcenar, A Obra ao Negro

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão o que somos. Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos. Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu.

Livro do Desassossego

quarta-feira, 19 de julho de 2006

The Killers - Mr Brightside

porque esta letra me arrepia desde a primeira vez que a ouvi.... vale a pena ler e ainda mais ouvir....

I'm coming out of my cage
And I’ve been doing just fine
Gotta gotta gotta be down
Because I want it all
It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss, it was only a kiss
Now I’m falling asleep
And she’s calling a cab
While he’s having a smoke
And she’s taking a drag
Now they’re going to bed
And my stomach is sick
And it’s all in my head
But she’s touching his—chest
Now, he takes off her dress
Now, let me go

I just can’t look its killing me
And taking control
Jealousy, turning saints into the sea
Swimming through sick lullabies
Choking on your alibis
But it’s just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
‘Cause I’m Mr Brightside

futuro

Homem em Nova Delhi que ganha a vida a pesar pessoas
(foto de Fernando Correia de Oliveira)

porque anda muita gente com dúvidas mais ou menos existenciais sobre o que fazer no futuro (inclusive eu) esta foto fez-me sorrir... com criatividade quase tudo é possível, com engenho podemos fazer o que queremos ou até inventar uma nova profissão...
boa sorte para todos, que como eu, andam à procura de um novo caminho, agora que este, já tão familiar (o do estudo), está a chegar ao fim.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Arte com forma matemática



"Nuvens não são esferas, montanhas não são cones, continentes não são círculos, um latido não é contínuo e nem o raio viaja em linha recta." - Benoit Mandelbrot

A Geometria Fractal pode ser utilizada para descrever diversos fenómenos na natureza, que não podem ser explicados através da geometria clássica (geometria euclidiana).
O termo fractal surgiu em 1975, com Benoît Mandelbrot, matemático francês nascido na Polónia, a partir do adjectivo latino fractus que significa fragmentado ou irregular.
Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?

Alexandre O'Neill, "Uma Coisa em Forma de Assim"

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Wicker Park


I've been watching your world from afar,
I've been trying to be where you are,
And I've been secretly falling apart,
I'll see.
To me, you're strange and you're beautiful,
You'd be so perfect with me but you just can't see,
You turn every head but you don't see me.

I'll put a spell on you,
You'll fall asleep and I'll put a spell on you.
And when I wake you,
I'll be the first thing you see, lyricstop
And you'll realise that you love me.

Yeah...
Yeah...

Sometimes, the last thing you want comes in first,
Sometimes, the frist thing you want never comes,
And I know, the waiting is all you can do,
Sometimes...

I'll put a spell on you,
You'll fall asleep, I'll put a spell on you,
And when I wake you,
I'll be the first thing you see,
And you'll realise that you love me.

I'll put a spell on you,
You'll fall asleep 'cos I'll put a spell on you,
And when I wake you,
I'll be the first thing you see,
And you'll realise that you love me, yeah...

yeah...
yeah...
yeah...
yeah...

(Aqualung, Strange and Beautiful)

Fim-de-semana

Conversas demoradas, numa pequena ilha só nossa....onde a fronteira passa pelo som, diferente de todo o histerismo em volta.... personagens que fazem acordar o que de pior há em nós (que não é tão mau como isso), sorrisos travessos na cumplicidade - quando se vê o que parece que mais ninguém vê... e a imperial, sempre a imperial... iniciando até a que não gostava; e no final, sem fotos, fica o reconforto das memórias, talvez um pouco turvas, mas perfeitas, na sensação de que são dias assim que quero sempre recordar.

(beijinhos a todos os que estiveram comigo neste fim-de-semana)

segunda-feira, 10 de julho de 2006





Tirei estas a pensar em ti maninho, quando é que te fazes à água??