terça-feira, 18 de abril de 2006

a propósito de discussões matemáticas

O Binómio de Newton

O Binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.
O que há é pouca gente para dar por isso.

óóóó---óóóóóó óóó---óóóóóóó óóóóóóóó

(O vento lá fora.)

Álvaro de Campos


Argumentum ornithologicum

Cierro los ojos y veo una bandada de pájaros. La visión
dura
un segundo o acaso menos; no se cuantos pájaros vi.
¿Era definido o indefinido su número? El problema involucra
el de la existencia de Dios. Si Dios existe, el número es
definido, porque Dios sabe cuantos pájaros vi. Si Dios no
existe, el número es indefinido, porque nadie pudo llevar la

cuenta. En tal caso, vi menos de diez pájaros (digamos) y

mas de uno, pero no vi nueve, ocho, siete, seis, cinco,
cuatro, tres o dos. Vi un numero entre diez y uno, que
no es nueve, ocho, siete, seis, cinco, etcétera. Ese
numero
entero es inconcebible; ergo, Dios existe.

Jorge Luis Borges


(Fico à espera da explicação para o facto do "conjunto dos conjuntos" ser um conceito matematicamente impossível)

O peso da música

Foto de Cartier-Bresson

Porque a música tem andado muito presente nestes últimos tempos e porque gosto da foto ;)


Ausencia

Habré de levantar la vasta vida
que aún ahora es tu espejo:
cada mañana habré de reconstruirla.
Desde que te alejaste,
cuántos lugares se han tornado vanos
y sin sentido, iguales
a luces en el día.
Tardes que fueron nicho de tu imagen,
músicas en que siempre me aguardabas,
palabras de aquel tiempo,
yo tendré que quebrarlas con mis manos.
¿En qué hondonada esconderé mi alma
para que no vea tu ausencia
que como un sol terrible, sin ocaso,
brilla definitiva y despiadada?
Tu ausencia me rodea
como la cuerda a la garganta,
el mar al que se hunde.

Jorge Luis Borges

domingo, 16 de abril de 2006

my favorite view


Mondrian




"I construct lines and color combinations on a flat surface, in order to express general beauty with the utmost awareness. Nature (or, that which I see) inspires me, puts me, as with any painter, in an emotional state so that an urge comes about to make something, but I want to come as close as possible to the truth and abstract everything from that, until I reach the foundation (still just an external foundation!) of things…

I believe it is possible that, through horizontal and vertical lines constructed with awareness, but not with calculation, led by high intuition, and brought to harmony and rhythm, these basic forms of beauty, supplemented if necessary by other direct lines or curves, can become a work of art, as strong as it is true."

nimbostratus


sexta-feira, 14 de abril de 2006


Always amazed by the perfect blue

quarta-feira, 12 de abril de 2006

para ti

Regressei com a sensação de ter perdido alguma coisa pelo caminho… regressei sabendo que algo em mim se transformara e ao percorrer o longo caminho de volta ao que chamo casa, percebi que era de outra casa que sentia falta…. Era o meu Alentejo, que vivia no teu sorriso, era essa a porta que queria reencontrar. Porque eu sempre fora menina de cidade e o campo era para ler e descansar e só agora percebi que a minha vontade de ir mais longe, a minha vontade de ver para além do horizonte não vem de uma cidade sempre cercada de prédios, vinha de ti e de tudo o que representavas, vinha de uma terra sem fronteiras, do espaço aberto que dá vontade de correr, correr sempre até mais longe.
Perdi o teu sorriso e dentro dele estava o meu Alentejo (o único que conheci), doce e generoso, quente como uma tarde de Agosto.
(“Aqui é que se está bem, não é?” “Sim avó, aqui é que se está bem”)
Obrigada por toda a tua generosidade, que fazias parecer tão simples…. Obrigada principalmente pela vontade de apenas ter o horizonte como fronteira, que tenho a certeza que herdei de ti.

domingo, 9 de abril de 2006

quarta-feira, 5 de abril de 2006

The Dresden Dolls




  • (23 de Maio em Famalicão - que tal passar por lá?)

    Dirty Pretty Things

    Dia 14 de Abril no Santiago Alquimista

    (7 April Prime Club, Köln)

  • (Obrigada Bernardo :) )

    segunda-feira, 3 de abril de 2006

    Death Cab for Cutie

    "Title and registration"

    The glove compartment is inaccurately named
    And everybody knows it.
    So i'm proposing a swift orderly change.

    Cause behind its door there's nothing to keep my fingers warm
    And all i find are souvenirs from better times
    Before the gleam of your taillights fading east
    To find yourself a better life.

    I was searching for some legal document
    As the rain beat down on the hood
    When i stumbled upon pictures i tried to forget
    And that's how this idea was drilled into my head

    Cause it's too important
    To stay the way it's been

    There's no blame for how our love did slowly fade
    And now that it's gone it's like it wasn't there at all
    And here i rest where disappointment and regret collide
    Lying awake at night

    There's no blame for how our love did slowly fade
    And now that it's gone it's like it wasn't there at all
    And here i rest where disappointment and regret collide
    Lying awake at night (up all night)
    When i'm lying awake at night.

    sábado, 1 de abril de 2006

    sexta-feira, 31 de março de 2006

    Há Palavras Que Nos Beijam

    Há palavras que nos beijam
    Como se tivessem boca,
    Palavras de amor, de esperança,
    De imenso amor, de esperança louca.

    Palavras nuas que beijas
    Quando a noite perde o rosto,
    Palavras que se recusam
    Aos muros do teu desgosto.

    De repente coloridas
    Entre palavras sem cor,
    Esperadas, inesperadas
    Como a poesia ou o amor.

    (O nome de quem se ama
    Letra a letra revelado
    No mármore distraído,
    No papel abandonado)

    Palavras que nos transportam
    Aonde a noite é mais forte,
    Ao silêncio dos amantes

    (Alexandre O'Neil)

    Vestígios



    terça-feira, 28 de março de 2006

    Turner (1775-1851)

    (The Fighting Temeraire tugged to her Last Berth to be broken up, 1838)

    (Rain, Steam and Speed - The Great Western Railway)


    (Fishermen)

    Die Farben von Lisboa

    Lisboa for friends III



    (This is the ancient art national museum, it's mandatory to visit it.... on of the most important museums in Lisboa, with a great permanent collection and in one of my favorite places in the city - the perfect place to see a good exhibition and, after that, to just sit in the garden having a good conversation, looking at the Tejo)

    Grandes Mestres do Desenho na Colecção do MNAA

    (Rembrandt van Rijn
    Paisagem
    Desenho a traço e aguada de sépia com realces a branco)

    "Numa exposição que reúne 270 desenhos da colecção do Museu Nacional de Arte Antiga, cronologicamente situados entre finais do séc. XV e meados do séc. XIX, mostram-se alguns dos mais significativos mestres do desenho europeu. Além dos maneiristas portugueses que têm em António Campelo, Fernão Gomes e Gaspar Dias excelentes representantes, ou de artistas mais recentes como Carneiro da Silva, Vieira Portuense, Domingos Sequeira e Francisco Metrass, a exposição apresenta obras de grandes mestres estrangeiros, de que são exemplo Pietro Perugino, Correggio, Guercino, Luca Cambiaso, Polidoro da Caravaggio, Ticiano, Bernini, Nicolas Poussin, Rembrandt e Rubens.A abordagem da diversidade cronológica, autoral e temática, será feita através de sete núcleos que consideram questões como o espaço, o volume ou a luz."
    (retirado do site do museu )

    segunda-feira, 27 de março de 2006

    José Carlos Fernandes


    Porque os sonhos podem ser subversivos.



    "Tive um sonho horrível. Um grande pássaro negro tinha-te roubado o coração..."

    Deambulações

    "Sentia-me à vontade em tudo, isso é verdade, mas ao mesmo tempo nada me satisfazia. Cada alegria fazia-me desejar outra. Ia de festa em festa. Acontecia-me dançar noites a fio, cada vez mais louco com os seres e com a vida. Por vezes, já bastante tarde, nessas noites em que a dança, o álcool leve, o meu desenfreamento, o violento abandono de cada qual, me lançavam para um arroubo ao mesmo tempo lasso e pleno, parecia-me, no extremo da fadiga e no lapso de um segundo, compreender, enfim, o segredo dos seres e do mundo. Mas a fadiga desaparecia no dia seguinte e, com ela, o segredo; e eu atirava-me outra vez."

    Albert Camus, A Queda

    domingo, 26 de março de 2006

    sábado, 25 de março de 2006

    Stars - Your Ex-Lover Is Dead

    When there is nothing left to burn
    You have to set yourself on fire

    God that was strange to see you again
    Introduced by a friend of a friend
    Smiled and said "yes I think we've met before"
    In that instant it started to pour

    Captured a taxi despite all the rain
    We drove in silence across Pont Champlain
    And all of that time you thought I was sad
    I was trying to remember your name

    This scar is a fleck on my porcelain skin
    You tried to reach deep but you couldn't get in
    And now you're outside me you see all the beauty
    Repent all your sin

    It's nothing but time and a face that you'll lose
    I chose to feel it and you couldn't choose
    I'll write you a postcard, I'll send you the news
    From the house down the road, from real love

    Live through this and you won't look back
    Live through this and you won't look back
    Live through this and you won't look back

    There's one thing I have to say so I'll be brave
    You were what I wanted, I gave what I gave
    I'm not sorry I met you
    I'm not sorry it's over
    I'm not sorry there's nothing to save
    I'm not sorry there's nothing to save

    (Obrigada Alex - por todas as músicas)

    I miss you

    And again I find myself in my city, rediscovering its streets, noticing the changes.... smiling when they are good ones. And when I'm walking, sometimes, for just a few seconds I recognise people that cannot be here, in Lisbon.... I'm day dreaming with other streets (with another city), with friends that are no longer part of my everyday life, and I stumble - not knowing why am I here. But still a part of me simply smiles, knowing that you are in my dreams when I go through my city, through all the places that I want to share with you.


    This is especially for you Silvia - for asking me for a new post

    sexta-feira, 17 de março de 2006

    Exposição


    São cores, muitas cores, corridas, aviões, cães insuflados, inspectores disfarçados, porcos sarcásticos, carros com antenas e casas demasiado pequenas...

    Exposição de João Vaz de Carvalho na Bedeteca de Lisboa, até 13 de Abril (segunda a sexta das 10h00 às 19h00)

  • João Vaz de Carvalho
  • quinta-feira, 16 de março de 2006

    Dreams

    (Dreams, Akira Kurosawa)

    Durante 119 minutos percorremos os sonhos de outro, sonhando também.

    domingo, 12 de março de 2006

    obrigada joana!

    O Núcleo de Programação Cinematográfica da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, no seguimento do trabalho de produção elaborado nos últimos três anos nos ciclos de cinema Buster Keaton, Yasujiro Ozu e Westerns de John Ford, irá realizar este ano o Ciclo de Cinema Sonhos e Visões. Para tal, seleccionaram-se vinte e três filmes de épocas, escolas e realizadores de nacionalidades diferentes para um ciclo que irá ocorrer durante a Semana da Juventude da Câmara Municipal de Lisboa de 14 de Março a 1 de Abril na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e que será de acesso livre ao público em geral.

    Programação do Ciclo

    14 de Março (terca-feira)
    Sessão de Abertura: The Haunted House, Buster Keaton (1922)
    Horário: 19h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    15 de Março (quarta-feira)
    Sonhos, Akira Kurosawa (1990) 119 min. Cor
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    16 de Março (quinta-feira)
    A Matter of life and death, Michael Powell (1946) 104 min. P&B
    Horário: 14:30h Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    Persona, Ingmar Bergman (1966) 85 min. P&B
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    17 de Março (sexta-feira)
    Deserto Vermelho, Michelangelo Antonioni (1964) 120 min. Cor
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    18 de Março (sábado)
    8 ½, Federico Fellini (1963) 138 min. P&B
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    20 de Março (segunda-feira)
    Sunset Boulevard, Billy Wilder (1950) 110 min. P&B
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    21 de Março (terça-feira)
    Vertigo, Alfred Hitchcock (1958) 129min. Cor
    Horário: 14:30h Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    Rumble Fish, Francis Ford Coppola (1983) 94 min. P&B/Cor
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    22 de Março (quarta-feira)
    Morangos Silvestres, Ingmar Bergman (1957) 91 min. P&B
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    23 de Março (quinta-feira)
    O Fantasma Apaixonado, Joseph L. Mankiewicz (1947) 104 min. P&B
    Horário: 14:30h Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    Lilith, Robert Rossen (1964) 114 min. P&B
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    24 de Março (sexta-feira)
    Mulholland Drive, David Lynch (2001) 145 min. Cor
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    25 de Março (sábado)
    Sherlock Jr. , Buster Keaton (1924) 44 min. P&B Film, Alan Schneider / Samuel Beckett (1965) 20 min. P&B Un Chien Andalou, Luis Buñuel / Salvador Dali (1929) 16 min. P&B
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    27 de Março (segunda-feira)
    Brigadoon, Vincent Minnelli (1954) 108 min. Cor
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    28 de Março (terça-feira)
    Laura, Otto Preminger (1944) 88 min. P&B
    Horário: 14h30 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    Vampyr, Carl Dreyer (1932) 75 min. P&B
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    29 de Março (quarta-feira)
    The Night of the Hunter, Charles Laughton (1955) 93 min. P&B
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    30 de Março (quinta-feira)
    They Live, John Carpenter (1988) 93 min. P&B /Cor
    Horário: 14:30h Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    Blow-up, Michelangelo Antonioni (1966) 111 min. Cor
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    31 de Março (sexta-feira)
    Janela Indiscreta, Alfred Hitchcock (1954) 112 min. Cor
    Horário: 14:30h Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    Peeping Tom, Michael Powell (1960) 101 min. Cor
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B

    1 de Abril (sábado)
    Vai e Vem, João César Monteiro (2003) 179 min. P&B/ Cor
    Horário: 21h00 Local: Auditório 1 - piso 1 da Torre B


    Local: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa Av. Berna, 26 C - 1069-061 Lisboa
    Metro: Campo Pequeno Praça de Espanha
    Entrada: livre

    segunda-feira, 6 de março de 2006

    Lisboa for friends II




    (Bar at the garden of the olive trees in Centro Cultural de Belém - an institute that combines art exhibitions with music concerts, among other things)

    I'm happy

    domingo, 5 de março de 2006

    Arrumando as prateleiras


    "Estamos condenados a isso senhor, a ficarmos acorrentados ao pêndulo do nosso próprio relógio enlouquecido, sem podermos impedir a sua oscilação?"


    "Quando o mundo se encontrava na escuridão e na miséria, podia acreditar-se na perfeição e desejá-la. Mas quando o mundo começou a iluminar-se com a razão e a riqueza, começou a sentir-se uma pequenez como o buraco de uma agulha e isso irritava um mundo que já não tinha vontade de acreditar ou desejar. Bem, eles iriam destruí-lo novamente. Este jardim na Terra, civilizado e conhecedor, iria voltar a ser destruído, para que o Homem pudesse esperar novamente na escuridão."

    Um Cântico a Leibowitz, Walter M. Miller Jr. (1959)

    Silvia, das ist das Buch - wir haben darüber gesprochen, erinnerst du dich?

    quinta-feira, 2 de março de 2006

    Conversas

    J: Qual é que achas que é o som da solidão?
    A: ... O silêncio incómodo.
    J: Para mim o som da solidão são todos os sons que te relembram que estás no vazio - que estás sozinha. Os sons dos teus próprios passos quando percorres uma rua vazia, por exemplo.

    Lisboa for friends I



    (One of the two bridges that connect Lisboa to the other side of the Tejo - These are photos from the oldest one: Ponte 25 de Abril)

    city art - Lisboa

    quarta-feira, 1 de março de 2006

    Karneval in Lisboa - am Strand


    Für die Franzosen

    (Paris überall - gefunden in einer Strasse in Lisboa)